RB1 News – Editoria: Passeio pelo Rio

4 05 2010

Confeitaria Colombo: sabor e tradição

Localizada em uma das áreas mais nobres do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo foi palco de grandes acontecimentos na cidade. Hoje, com riqueza histórica e gastronômica preservadas, a casa é um lugar propício para um tradicional passeio.

Antigo registro do bar jardim (...)

(...) E, o local atualmente

E os números não mentem: atualmente, produz, em média, de três a quatro mil doces diariamente; só no ano passado, atingiu a marca de um milhão de visitantes, uma média de três mil pessoas por dia. Para o chef executivo, Renato Freire, o sucesso ao longo de tantos anos é devido à qualidade e à dedicação. “A maneira como a Confeitaria foi fundada e transmitida possibilita-nos ter uma marca forte”, relata.

Com uma decoração inspirada no Art Nouveau e na Belle Époque francesa, a casa tem peças que testemu-nharam mais de um século de história. Entre elas, estão espelhos belgas de cristal, trazidos da Europa de navio e transportados por cavalos até a Confeitaria Colombo; piso feito de ladrilho português; mobiliário, de jacarandá; e balcões, de mármore de carrara.

O Bar Jardim situado no primeiro piso é uma boa opção para quem deseja saborear doces, salgados, cafés, chás e sucos. Já o restaurante Cristóvão, localizado no segundo piso, é o ponto para quem quer experimentar pratos inspirados nas culturas portuguesa e espanhola. No mesmo andar, encontra-se, ainda, o Espaço Memória, destinado a relatar a história da Confeitaria por meio de fotos e documentos. O local possui uma loja em que o visitante pode adquirir louças e lembranças da casa. A Confeitaria Colombo fica na Rua Gonçalves Dias, 32, Centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 20h; e sábados e feriados, das 9h30m às 17h. Tel.: (21) 2505-1500.

História

Os funcionários, trazidos de Portugal, moravam no prédio da Confeitaria e eram viagiados de perto pelo chefe Manuel Lebrão

Criada em 1894 pelos portugueses Manuel Lebrão e Joaquim Meirelles, a Confeitaria seguia padrões rígidos de qualidade e acompanhava, de perto, a postura dos funcionários, a maioria trazida de Portugal. Os esforços, por sua vez, eram retribuídos por meio de favorecimentos econômicos, como repasse de lucros e férias – benefícios que ainda não constavam nas leis brasileiras. A relação de trabalho foi tão intensa que, ao se aposentar, Lebrão não deixou a Confeitaria como um bem familiar, mas sim, de sua equipe. Um repasse da empresa foi feito aos funcionários mais ativos, para que estes dessem continuidade ao negócio.

A fim de manter a qualidade e o padrão dos produtos, a Confeitaria chegou a ter fazenda própria para o cultivo das frutas; refinaria de açúcar; indústria de geleias e doces; e até importou gelo para a produção de sorvetes. Louças também eram produzidas especialmente para os diferentes banquetes servidos.

A Confeitaria Colombo foi…

  • Ponto de encontro de intelectuais, entre eles, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos e Getúlio Vargas;
  • O primeiro estabelecimento comercial a ter energia elétrica no Brasil;
  • O primeiro estabelecimento comercial a ter um elevador, que, ainda hoje, pode ser visitado;
  • O primeiro local a vender Coca-Cola no Brasil, em 1942.

¤ Texto de Fernanda Mourão para o Jornal RB1 News, Jan/ Fev de 2010.








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